Régua, o comboio em Covelinhas e Ferrão. Visualizado a partir da freguesia de Ervedosa do Douro, Sº João da Pesqueira

O encanto a comboios e linhas férreas deslumbra-nos a nós adultos, e também aos mais pequenos.

Viajar no Comboio do Douro torna-se num prazer e entusiasmo, admirando conjuntamente cenários das paisagens envolventes, o vale do Douro, serranias e ou então localidades muito ermas. 
Sensações que nos transportam a um bem estar aprazível e aconchegante.

E este sentimento, em forma mais nostálgica, é muito vivido naqueles que procuram viajar em comboios antigos e históricos, símbolos da grande revolução do vapor.

Linha férrea do Douro reabrindo o troço até Barca de Alva, terá sempre viabilidade nos tempos actuais, com a vertente turística a prevalecer, emblemadas de desejos e romantismo. Corresponde à satisfação do homem romântico nesta era tão tecnológica pela vertente nostalgica das ferrovias edificadas no séc. XIX.

É de lamentar, que em linhas como esta, do Douro, estaja fechado o troço do Poçinho a Barca de Alva, de incalculável valor histórico e de referência, a fazer-se prevalecer a modernidade irreflectida, omitindo-se o passado, sempre em trajectória dianteira, em ritmo compulsivo para se impor e dominar.
Porém hoje, muitos homens, com dimensão cultural cívica, de sensibilidade e respeito à história, como a vizinha Espanha, estão sensibilizados em modernizar e rentabilizar turisticamente vias como esta, cumprindo assim a preservação de valores e epopeias do passado.

Que interessante seria nos tempos de hoje percorrer esta via férrea do Porto a Barca de Alva, (através da reabertura do Poçinho a Barca de Alva) contornada na sua maior extensão pelo vale do Douro, património da Unesco.

Para o homem moderno de hoje tenso, com excesso de trabalho intelectual, conspurcado de poluição, decerto que se sente liberto à imaginação, estabelecendo sinónimos de prazer e relaxação, figurados pelos cenários das paisagens, longe da civilização e da cidade.

E se a viagem for em locomotiva a vapor, a saciar a imaginação do homem romântico, como acontece nestes meses de Verão?
Apercebemo-nos que nos transporta ao início do Século XX, proporcionando uma outra emoção de bem estar: a fuga para tempos passados, época em que não sofria o jugo do presente, uma fuga momentânea à civilização tão stressada...