Paredes da Beira, lufada de juventude

Sobretudo nas aldeias vizinhas aos grandes centros, surgem pessoas na Terra oriundos da cidade, os citadinos e então denominamos-os como novos aldeões, investindo na sua habitação e lazer.

Temos empresários que diariamente vão para a sede de Distrito onde possuem a sua base de negócio, professores que dando aulas na cidade, vêm pernoitar à aldeia, agricultores, com mercearia na cidade, aí levam regularmente os produtos agrícolas fresquinhos. As novas rodovias e meios de comunicação, passaram a conciliar o trabalho na cidade e habitando na aldeia.

É certo que muita desta gente de cidade, têm raízes às aldeias onde passaram a viver. Ou por que aí nasceram ou têm laços familiares, ou propriedades da família que passaram também a cultivar. Outros há, de origem citadina que por opção investiram a residência em aldeias vizinhas, passando a possuir identidade. Mas, por outro lado, há evidentemente novos residentes que não tinham uma ligação anterior, mas que passaram a viver nas aldeias por opção. As razões dessa opção variam obviamente, mas, feita a opção, vão aos poucos adquirindo, pelo menos em parte, a identidade fornecida pela aldeia.

Temos empresários que diariamente vão para a sede de Distrito onde possuem a sua base de negócio, professores que dando aulas na cidade, vêm pernoitar à aldeia, agricultores, com mercearia na cidade, aí levam regularmente os produtos agrícolas fresquinhos. As novas rodovias e meios de comunicação, passaram a conciliar o trabalho na cidade e habitando na aldeia.


Existem novos trabalhos, sobretudo por conta própria, em que a arma de trabalho é o computador, podendo aumentar assim a população das aldeias. Trabalho essencialmente para os aldeões citadinos. Para todos os efeitos é uma base económica, não pela agricultura, mas sim na informática.
São os novos aldeões que realizam o seu trabalho nas comunicações de rede. E estes só têm vantagens em viver na aldeia: não têm necessidade de se deslocar para um escritório no meio da cidade perdendo horas no trânsito, num stress altamente doentio.
É claro que estes novos processos de trabalho através das tecnologias de informação, só por eles não haverá repovoamento significativo das aldeias, porém, esta nova gente citadina, pela cultura e formas de trabalho, só têm vantagens em voltar às aldeias das suas raízes, dos seus antepassados, onde se conseguem identificar.

O bem mais valioso da aldeia: terrenos, ar não poluido e águas cristalinas de fontes da montanha.
O novo luxo de hoje não é o ouro, os bonitos relógios ou os perfumes de marca.
O grande luxo de hoje é a natureza selvagem, casas airosas, bonitos jardins, e graciosas quintas. O ar puro e a água são bens raros, mas ainda presentes na aldeia. Gozar ar puro da aldeia, hoje só está ao alcance de que lá vive. Viver perto dum rio de águas cristalinas, e regar em abundância o jardim, só na aldeia.

Temos empresários que diariamente vão para a sede de Distrito onde possuem a sua base de negócio, professores que dando aulas na cidade, vêm pernoitar à aldeia, agricultores, com mercearia na cidade, aí levam regularmente os produtos agrícolas fresquinhos. As novas rodovias e meios de comunicação, passaram a conciliar o trabalho na cidade e habitando na aldeia.

As aldeias possuem espaços de habitação e a natureza . Pinhais e terrenos agrícolas a contornar. Silêncio, valor comum às aldeias e oferecendo boa qualidade de vida, contrastando com a cidade.
A aldeia corresponde a um modo de viver fundamentado em valores de referência e morais. Tem as suas caraterísticas endógenas, aínda muito preservadas, e tal como podemos observar os dois fimes que apresento neste post, em tempos de festividades ou dias simbólicos, a população festeja os seus acontecimentos através de emoções puras e exuberantes, que contagiam e poêm à prova qualquer indivíduo ou evento citadino. Assim observamos esta lufada de juventude em Paredes - Pesqueira, comemorando com os mais velhos, a sua linda festa anual, que certamente lhes deixa as baterias da mente bem carregadas o ano inteiro.
No mundo actual da Internet, o que mais conta na vida de uma aldeia é a possibilidade através dos novos meios de comunicação, possuir os mesmo acessos ao imenso mundo da informação e do trabalho tal qual a cidade.