Os bailes

Este baile na aldeia de Barcos faz lembrar a década de 70 com atuação ao ar livre, num espaço convidativo, tendo como cenário de fundo as montanhas do Douro, abrilhantado pela Orquestra Típica de Quinhão.

A população da aldeia transpira de alegria, após a cansativa semana de trabalho, dançando ao som desta interessante orquestra. 

Todos se aprazam neste bonito convívio, pelos contactos libertinos entre rapazes e raparigas que o baile propicia.
Há algumas dezenas de anos no nosso interior Beirão, os bailes eram a grande emoção dos rapazes e raparigas.


Geralmente aos Domingos em espaços abertos da aldeia contavam os dias da semana para apertarem as moças nos seus braços.

E era nestes espetáculos onde em muitos surgia o amor, criando-se nova emoção da vida, tornando-a mais interessante, com sonhos e romantismo nas suas mentes. Ao mesmo tempo libertavam-se da responsabilidade e do árduo trabalho rural da semana. 


As jovens, as mais interessadas em dançar... estavam sempre mortinhas que chegasse o dia, pois nunca saiam da aldeia para conviver, e libertavam-se por uns momentos da vida de casa.
Muitas das paixonetas que se criavam nos bailes... acabavam em casamento.
Nos tempos das nossas juventudes, não nos agradava a entrada nos bailes de rapazes de fora, a tentarem cobiçar as moças mais lindas da nossa comunidade. Estes muitas vezes até se arrepiavam de medo, perante os nossos acenos e olhares amedrontantes. Mesmo assim algumas eram conquistadas por vizinhos de outras aldeias, casando com eles.