O Inverno na Barragem de Bagaúste - Douro, e Barragem do Vilar - Távora, afluente da margem esquerda do Douro

Para além das encostas, dos socalcos, das quintas e antigos solares e dos miradouros desumbrantes, o Douro também nos oferece os prodígios da engenharia moderna, as grandiosas barragens que pacificaram a turbulência do rio e então o tornaram navegável a grandes embarcações, propiciando um turismo sustentável.

Estamos no Inverno, sentimos todo este património natural e construido que adaptou o Douro aos tempos da modernidade. Sente-se aínda neste 9 de Março a nebulina e ar frio, onde o ambiente rude paisagístico se acumula em mistério oculto com o rio.

Neste periodo não há passeios no rio e não existe a impaciências das vindimas. Encontramos as aldeias vinhateiras, os castelos, os templos religiosos e a calmaria de muitas quintas abertas ao turismo a propiciar um ambiete mágico àqueles que procuram bons momentos em torno de uma lareira e dum bom vinho do Porto.
Ao percorrermos o rio e afluentes neste periodo de grande caudal, podemo-nos também deliciar em observar o cenário da impetuosidade selvagem das suas águas a transbordar pelas comportas das barragens.
Vale a pena observar a ferocidade turbulenta das águas em excesso contidas pelo betão das barragens.

Douro, natural de Espanha, nasce na serra de Urbion, inicia o percurso em Portugal por Miranda do Douro, e são quatro barragens que lhe acalmam a violência e agitação das águas que anteriormente se visualizava no tempo chuvoso.
Hoje quando as represas atingem a cota máxima, e os excessos de água então saiem pelas comportas, sentimos a verdade da sua arrogância ameaçadora.