Grupo de tocadores de concertinas do alto Douro Vinhateiro

Há anos atràs, vinha povo de longe para as vindimas no Douro, em busca do ganha pão e expectativas.

Os tocadores de concertinas alegravam os trabalhadores, improvisavam bailes; apressava os mais novos perante o peso dos cestos de uvas atestados até ao cimo.

As jovens cantarolavam ao som da concertina e os homens transportavam as uvas até ao lagar, por entre atalhos e caminhos. Eram filas de homens comandados pelo tocador de concertina à cabeça

Á noite, no lagar, o pisar das uvas, era amenizado pelo som da agradável concertina.
Homens e mulheres relaxados com o fim de dia, dançavam e cantavam com o pé de dança imerso no sublime mosto

E era este o cenário das vindimas no Douro há algumas décadas. 



Hoje, os tempos são outros.
As máquinas de vinificação dispensam a pisa humana.

A mecanização moderna fez evoluir a apanha, o transporte e a vinificação. É tudo mais fácil, cómodo e mais rentável. O trabalho está mais facilitado. 


Mas o ambiente mais frio e tudo diferente. Na apanha da uva, deixou de haver a roga e passaram a existir os denominados "empreiteiros agrícolas".

Deixou de haver animação com os tocadores de concertina, e a relação com o proprietário tornou-se irrelevante ou inexistente. Tudo se condensa a uma máquina de trabalho produtiva e despersonalizada.

Hoje, a concertina está no imaginário de nós, beirões como um dos instrumentos musicais mais ligado à cultura popular e tradicional portuguesa.

Presentemente, observam-se muitos tocadores pelo território beirão. Em qualquer festa ou Romaria não há só uma concertina mas muitas, e os eventos da região são exemplo disso. No presente post divulgo o grupo de tocadores de concertinas do Alto Douro vinhateiro que, com a sua animosidade, nesta festa vinhateira de Barcos tocam, cantam, dançam e alegram o povo com canções do Cancioneiro Português.