Douro em Arnozelo (V. Nova de Foscôa), Vargelas e Ferradosa (S. João da Pesqueira)

São paisagens que se confundem com a nossa imaginação. Os filmes, com o envolvimento do comboio do Douro no seu trajecto, concluem, que este é provavelmente a melhor opção turística a uma plena liberdade de viagem de total harmonia com o habitat.

Um percurso cheio de abismos, entre as montanhas e o rio, a linha férrea exibe o explendor de todo o vale.

Se é considerado património da humanidade a imensidão de socalcos xistosos construidos pelo homem a reter degraus de vinhas e laranjais, os massiços xistosos rompidos para a passagem da linha do comboio com uma série de túneis e pontes metálicas a encurtar o caminho, são também verdadeiros prodígios da arte do homem do século XIX, época da grande revolução do vapor.

A linha do Douro, foi a peça fundamental ao desenvolvimento de toda esta região após os finais do século XIX. A grande haste de comando ao progresso dum território pobre, fonte de grandes riquezas.

O nomeado vinho fino generoso produzido nesta região, com grande exportação internacional, possuia grandes obstáculos de drenagem até finais do século XIX, à cidade portuária do Porto, pois se, por um lado ainda não havia estradas, ou as mesmas eram intransitáveis, o escoamento pelo rio era muito instável e perigoso, devido à irregularidade dos caudais e massiços de pedra muito tenebrosos. O comboio, tornou-se na grande confiança às gentes destas terras.

O comboio propiciou também a organização de todo este território regional, ligações rápidas à cidade do Porto e comunicação com Salamanca e restante Europa, isto é o grande veículo da modernização local.