Banda Filarmónica de Nagoselo do Douro, actuação de 23-12-12 na sua festa de Natal

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Música é cultura, bom indicador de civilidade e qualidade de vida.

Onde há filarmónicas existe sensibilidade e nível cultural da população.

Nada de melhor que a referência duma banda filarmónica numa colectividade, pois o seu estandarte, a farda e o seu hino, não só só são motivo de orgulho da comunidade, como também o registo da sua identidade.

Que agradável e interessante, numa pequena aldeia do Douro, uma banda ao mais alto nível de qualidade, a responder pela boa formação musical, intelectual e humana, das suas crianças, jovens e adultos.

Pela sensibilidade apreciada, sente-se nalguns jovens do grupo, o desejo de seguir certamente a carreira profissional de música.

Neste nosso Portugal, sente-se que muitas bandas estarão a atravessar várias dificuldade, originadas fundamentalmente pelo envelhecimento das populações (falta da população mais jovem a encorpar as fileiras) e a crise económica que se sente.

Porém no grupo que apresento, sente-se brio, nível e acção de todos, um Maestro exemplar, e denota-se o carinho e sensibilidade das principais individualidades políticas (Presidente da Junta de Freguesia de Nagoselo do Douro, Presidente da Câmara e Vereadora da Cultura de S. João da Pesqueira) visível na assistência do espetáculo que apresento.

Neste século tecnológico, com tantas alternativas musicais a substituir o homem, com uma taxa baixíssima de natalidade, existem severos riscos da extinção e decadência de muitas bandas, e então perguntamos:

- Que alternativas para esta função social tão nobre?

- Vamos dispensar a função humana, de agente social e cultural que são as bandas?

É da responsabilidade de toda a sociedade conjugar esforços entre gerações.

Ao saber adquirido dos mais velhos, há que juntar a diversidade de formações académicas dos jovens duma determinada colectividade. Aqueles que aprenderam música noutras escolas ou conservatórios, e voltam, devem ser incentivados a contribuir para o bom nível da banda da sua terra.

Os próprios conservatórios deverão sensibilizar as populações para que os jovens ingressem logo de pequeninos nas bandas filarmónicas, pois são estas os grandes fornecedores de alunos ao ensino musical universitário.

Que seria aqueles jovens de talento para a música em que os pais não possuem suporte económico para os educar, e onde as bandas dão todo o apoio?

A sociedade, e poderes políticos devem estar sensibilizados para a importância da cultura musical nas populações, o grande privilégio dos jovens passarem por uma banda filarmónica, que os prepara e motiva a adquirir hábitos musicais relacionados com a música de filarmónica geridos sob uma direcção, o maestro, tocando em sintonia com os diversos instrumentos dos vários músicos, desenvolvendo assim aptidões para a musicalidade, a afinação e interpretação dos vários pormenores técnicos.

Uma banda, além do seu valor no entretenimento da população, funciona como excelente incentivo aos jovens na cultura musical, ocupação e trabalho de equipe.


Assim sendo, estas Instituições provam, o quanto é importante o desempenho que a nossa sociedade deve assumir no apoio e dignificação da Bandas Filarmónicas, através da promoção frequente nos acontecimentos culturais com o objectivo de as valorizar cada vez mais.
Será agir para as varias comunidades nas diferentes aldeias, dignificarem a sua terra demarcando a sua contemporaneidade.