A luta com dignidade

"Há homens que lutam um dia, e são bons. Há outros que lutam um ano, e são melhores. Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons. Porém há os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis"
Bertold Brecht

O Homem só é homem no seu conceito de "intelectual lutador", quando na projecção da sua mente, duma forma espontânea, não premeditada e inocente, vive na ambição da evolução do ser humano, duma forma justa, sem ter a retaguarda o visual, o protagonismo ou a superficialidade.

Nas nossas mentes existe uma imensidão de pensamentos e ideias que passam momentaneamente no percurso diário.

Ideias que nascem e estão na rotina do pensamento humano, basta o uso do raciocínio e a reflexão.

Assim sendo, temos ideias sempre presentes e tantas vezes, é só aprofundá-las para encontrar uma solução.

O nosso bem estar é desfrutar os vários momentos ao longo do dia, pois que o tempo não para, e devemos deixá-lo que leve o que lhe pertence, apenas sobrando o que só importa para continuar a viver.

A sociedade hoje tornou-se muito crítica, tudo reivindica, ouvindo-se persistentemente a palavra "descontentamento".

É fácil reclamar, difícil é encontrar soluções.

Hoje, com o dito "mundo virtual", a "fartura" , "perca do sentido de dever e patriotismo", "o desrespeito", deixou de haver em muitos as Ideias, pensamentos reflectidos e acção.

A indolência física e mental passou a prevalecer em muitos; acabou por ser neste perfil de sociedade uma segurança para esses "coitadinhos", assim vivem seguros, não correm riscos de insucessos e não arriscam.

São estes os que estão certos? É este o comprometimento a assumir com a sociedade?

É bonita a resignação de ideias? Da investigação? Da preguiça na inovação? Só reclamar?

A sociedade tem de evoluir neste contexto, ir ao encontro desta morbilidade de muitos e criar mecanismos nestes de responsabilidade, cidadania, e mudança nestas pobrezinhas mentes.

É que vivemos em Democracia e uma das bases da democracia é a "cidadania", a "partilha", agindo com consciência e vontade.

Preocupam-nos os jovens, o futuro da humanidade, onde muitos já desde lactentes idade até final dos cursos,estão institucionalizados nas creches e escolas, afastados do "ambiente familiar" com convívios apenas "com colegas em situações semelhantes", e conclusão?

Não constroem os seus ideais e opiniões, estando sujeitos à determinação da "filosofia dos grupos" .

Será que não nos apercebemos que este método de "educação" está a abstrair e a marginalizar as mentes dos jovens?

Atenção à falta duma verdadeira formação e valores que os jovens devem adquirir. A construção defeituosa da sua personalidade, e a consequente perca critica de análise e autodeterminação, susceptibiliza-os a serem liderados por grupos, tantas vezes "anti-sociais" e radicais".

O tema principal das notícias da actualidade é "a crise económica" e estão já a ser adoptadas as medidas de contenção para a resolução do problema, que atinge a maioria dos Portugueses. E esta questão dos jovens?

Os riscos que correm de serem liderados por grupos minoritários?

O Estado, que deve ser representado pelos homens de bem, da cultura, de respeito e exemplos de cidadania, tem de tomar posições: repor a verdadeira e tradicional cultura nas mentes dos jovens, instituir nas sua frágeis mentes a capacidade de luta intelectual e aprazar à reprovação dos seus "líderes idiotas". Quebrar este grande erasmo colectivo bem visível nos jovens: a preguiça e o desinteresse.

Terrível, o ser humano, que nasce puro e imaculado, com uma mente sem "informação" e "codificação", apenas com os "instintos natos", é a própria sociedade que o educa e corrompe.
Terrível, o ser humano a tornar-se predador de si próprio.
Terrível, a ideia do que fazemos estar sempre certa, sermos a perfeição, é o orgulho, o subproduto da sociedade contemporânea.

Tenho um conclusão, já a possuo na mente há anos: somos mais felizes quando encaramos os medos sem superstições, quando paramos para reflectir, quando "por vezes" damos a cara para bater, ou quando somos humildes.
Mudar o País, mudar as mentes, e reafirmar trajectórias culturais, a todos pertence e a escolha é nossa
-ser-mos lutadores ou coitadinhos
-ser-mos activos persistentes e construtivos na sociedade ou
-esperar que os dias passem depressa, para a morte rápido chegar.

Lutar, lutar com civismo e cidadania, ter objectivos e escolhas de vida, ser-se determinado.

Pensar, sonhar, estimular a mente...

No interior de cada ser Humano, há sempre um pensador com ideias positivas geniais.