A locomotiva a vapor A 186 a percorrer o Douro vinhateiro

Eis o comboio negro que se identifica ao longe pela fumaraça que emana através da chaminé, apitando ao ritmo de pouca terra... pouca terra...

Poderosa máquina a funcionar a carvão e água (este ano o carvão substituído por combustível líquido), cujo formato exterior caracteriza a sua enorme caldeia em formato de tambor de forma cilíndrica. 

Lá dentro uma série de válvulas e tubos fazem circular o vapor de água quente que é posteriormente canalizado por um sistema de êmbolos e pistões para uma biela ligada às rodas.



E é a grande pressão do vapor de água que com muita força movimenta a biela e consequentemente coloca o comboio em movimento.


Para as acelerações e desacelarações o maquinista possui uma série de válvulas que, controlando a pressão do vapor de água assim aumenta ou diminuia a velocidade.

Para o mantimento da pressão elevada do vapor de água quente o fogueiro alimenta a fornalha manualmente com pás e mais pás de carvão. E assim sai uma quantidade imensa de fumo e vapor de água pela chaminé da locomotiva a caracterizar o "comboio a vapor".

E é a locomotiva a vapor A 186 a percorrer o Douro Vinhateiro, que observamos no presente filme a ser conduzida pelo maquinista Rui Coutinho.
Fabricada em Berlin no ano de 1923 atinge uma velocidade média de 35 Km/ hora; são puxadas carruagens de 1907 e 1993, oferecendo a quem visualiza o seu percurso pela linha um verdadeiro cenário do início do século XX

Comboio que faz o trajecto entre a Régua e o Pinhão

Partindo então da Régua, vagarosamente faz o seu percurso. Pela margem, serpenteia o rio, e de quando em quando emana grandes quantidades de fumo, apitando com aquele som agudo a ecoar ao longo do grande vale do rio, e chega então ao Pinhão.

A máquina pàra mesmo ao lado dum volumoso tanque metálico de água e por baixo duma gigante torneira de ferro abastece-se de uma boas centenas de litros de água. Os três maquinistas que dominam a máquina saiem e depressa se apressam a lubrificar a peças e pistões do exterior da máquina, trabalho necessário para manter a máquina em estabilidade.

Turistas e viajantes saiem um pouco para admirar a beleza da estação do Pinhão recheada com azulejos alusivos ao Douro e Vindimas.

A viagem continua até ao Tua.

Este passeio turístico aos Sábados durante os meses de Verão com toda a animosidade de grupos folclóricos locais a revitalizar o circuito é mesmo de aproveitar enquanto tiver-mos o privilégio de usufrir o "Comboio histórico a vapor".